23-02-2012-g-kevinOntem assisti a um filme chamado ‘Precisamos Falar Sobre Kevin’, baseado em um livro escrito em 2003 por Lionel Shriver, que conta a história de Eva (interpretada pela Tilda Swinton, que eu particularmente acho uma atriz fantástica), cujo filho a perturba desde seu nascimento. É uma história interessante, quem quiser assistir, aqui está o filme completo. 

Bem, a história é de um garoto, Kevin, que nasce com psicopatia. Em toda a história Eva faz de tudo para agradar o filho, mas sem sucesso. Em um determinado momento da história, ela consegue a atenção de Kevin, e este fato foi crucial para um desfecho surpreendente. Resumindo, Kevin tranca toda a escola onde estuda e provoca uma tragédia. Eva passa a sofrer com o julgamento das pessoas pelo crime cometido pelo filho dela. Confesso que fiquei muito perturbado com a história. Ela tem pouco diálogo, mas passa uma mensagem muito forte. Recomendo que você assista o filme para entender todo o contexto da situação.

A questão é, quantas vezes não somos julgados por pessoas que não fazem ideia das nossasjulgamento lutas? Quantas vezes ouvimos palavras que cortam fundo, sofremos agressões de todas as formas vindas de pessoas que não fazem ideia do caos que está nossa vida? A maioria das pessoas não entendem que nossa vida não é um comercial da Coca-Cola. Não estamos 100% do tempo felizes e sorridentes. Conheci um rapaz certa vez que, aparentemente era um cara “pra cima”, ria de tudo, fazia graça de tudo, a vista de todos era uma cara alegre. Na época eu era “amigo” do irmão dele. Quantas vezes o irmão dele não chegou pra mim e disse, “meu irmão passou a noite toda chorando”. De que adianta viver uma alegria de aparência? Não é a essência mais importante? Nós, mesmo inconscientes, fazemos de tudo para fugir do julgamento alheio, pois, isso é um fato invariável, eu eu você em algum momento já julgamos e já fomos julgados, e nós sabemos muito bem ser cruéis com as pessoas, mas não queremos ser vítimas da crueldade alheia. Agora, o mais difícil de tudo é passar pelo que a personagem do filme passou, ser julgada pelo erro de outro. Eu já fui, e estou sendo. Muitas vezes não com palavras, mas com atitudes, de você chegar em um lugar todos se calarem e deixarem você só. Lhe olham da cabeça aos pés e virarem a cara. Fazem de conta que você é invisível. Em algum momento acabamos ficando invisíveis de fato. E tem horas que isso é uma benção. Que Deus me dê forças, e a cada pessoa que passa por isso, para suportar, pois é uma prova de fogo. Mas, tenho fé de que um dia tudo pode mudar.

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