“Nada pode ser melhor que a verdade e o que existe nela
Mas é preciso resistir à dor que vem com ela
E tudo o que não entender o tempo lhe trará suas respostas
Não deixe o céu escurecer e olhe a sua volta” Rosa de Saron, As Horas

“Só encontramos a nós mesmos depois de encarar a verdade”. -Pearl Bailey

a-verdade

A verdade dói. Quando não queremos enxergá-la e ela se desnuda em nossa frente dói mais ainda, mas eu acredito que a verdade é a única chave para nossa libertação. Há uma música do Paramore cuja letra diz “The truth never set me free” (A verdade nunca me libertou), acredito que quem a escreveu nunca ouviu uma verdade de verdade. Esta semana encontrei uma psicóloga que segue a linha Gestalt (corrente considerada uma das mais coerentes na história da psicologia, cujo ponto de partida é a percepção do individuo como um todo e não apenas aspectos isolados), o que eu considerei um ponto crucial em uma conversa de quinze minutos. Pelo pouco que convivemos, ela foi capaz de me dizer verdades necessárias (e que muitas vezes relutei em reconhecer, mesmo sabendo de sua existência em todos os meandros da minha vida). Bom, no dia em que tive esta conversa demorei a dormir mais que o normal (já que tenho dificuldades para tal), mas foi, de fato, uma experiência prazerosa. Abri este post citando a letra de uma música que gosto muito, pois eu a considero um epítome de minha existência. A verdade dói. Por que, ainda assim, considero que ela tenha um lado doce?

esperançaSe a verdade liberta a mentira aprisiona. Podemos imaginar de uma forma poética que esta prisão é pequena, isolada, sem luz do sol ou brisa suave, e depois de anos preso nela somos libertos e quando precisamos andar com nossos pés sentimo-nos incapazes, o corpo dói, a vista rejeita a luz e tudo é estranho ao nosso redor, logo, nos sentimos apoderados por um temor. Mas nós estamos livres para conhecer a vida sob outra ótica, livres para explorá-la. Claro, acostumados a prisão, precisamos de alguém que nos segure pela mão e nos ajude a dar o primeiro passo. Ai a realidade vem a tona. Quem se dispões a ser nosso arrimo? Poucos, de fato, foram libertos pela verdade. Mas sim, esses poucos são reais, pessoas que aprenderam que suas lutas têm um propósito maior que não ser lacradas em um livro, mas serem proclamadas para que outros tenham um fio de esperança. Esta semana ouvi verdades que sim, podem ter sido difíceis de perceber, meu processo cognitivo ainda está a depurá-las, mas, como ninguém ousara antes alguém me falou verdades, alguém realmente com competência para proclamá-las. Não sou o tipo de pessoa que ouve conselhos, principalmente quando não abri minha vida ao conselheiro de plantão, mas quando realmente encontramos alguém que sabe o que faz, ah… quanta diferença! Sim a verdade dói, não queremos sentir esta dor. Alguém disse que a ignorância é uma benção. Mas não creio nesta proposição. A liberdade é uma benção, ainda que seja através do sofrimento, quando as correntes caem, você vai perceber que vale a pena. Aqui me despeço deste post mais esperançoso. Não sei como estarei amanhã, mas neste momento quero aproveitar a esperança que se renovou para mim! Ouçam a música…

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