“E se você pudesse reescrever nossa vida de uma forma agradável Você rasgaria as páginas da nossa memória? Você tomaria de volta as dores e as feridas que criamos? Ou você ficaria satisfeito com a promessa que você fez?” -Akira Yamaoka, Love Psalm

pyramid head silent hillJá falei aqui em outro post sobre uma série de jogos criados para o Play Station e Xbox chamada Silent Hill, que é uma criação bizarra mas com uma história marcante, principalmente por ter referências fortíssimas de áreas como psicologia, filosofia e sociologia (que eu particularmente gosto muito). Um dos últimos jogos criados para a série se chama Book of Memories. Já não tenho mais Play Station, mas acompanho os lançamentos por causa das músicas que acho fantásticas. Uma das últimas músicas que ouvi da série é uma releitura de outra antiga, instrumental, cujo trecho da letra se encontra na abertura deste post. A história deste jogo é de um personagem que recebe um livro de memórias, porém ele está em branco. O cidadão em questão tem a chance de reescrever sua vida, mas para isso terá que ir a Silent Hill (uma cidade em um universo paralelo cheios de monstros sofredores que, na verdade, são reflexos dos medos de seus habitantes), terá que enfrentá-los e assim terá sua segunda chance. Está música tem uma letra belíssima, eu me apaixonei por ela no primeiro instante em que a ouvi. Como costumo fazer viagens mnemônicas, comecei a filosofar, e se isso fosse possível o que eu faria? O que você faria se tivesse a chance de reescrever sua história?

thoughts mind travelAcredito que todos nós gostaríamos de receber uma segunda chance na vida, de rever nossos erros e nossos arrependimentos, refazer nossos planos, agarrar aquela chance perdida, apagar aquela palavra dita na hora errada, poder dizer uma vez eu te amo para alguém que já não está mais entre nós… ah! como seria bom poder refazer nossa história. Mas, reflitamos um pouco na letra da música: será que seríamos capazes de não errar? Será que não teríamos empecilhos no caminho? Será que acertaríamos abrir uma nova estrada? Será que não cairíamos nos mesmos erros outra vez? E nossa condição, nossa carga emocional negativa seria nulificada? Seria mesmo uma boa ideia reescrevermos nossos passos? Receberíamos o aprendizado necessário para o agora que nós encontramos? Chegaríamos de fato ao fim da jornada? Seríamos capazes de resistir a dor que outrora sofremos? Será que nos faríamos dignos de ter esta segunda chance? Muitas vezes nós olhamos para trás e dizemos: Se eu pudesse fazer tudo diferente… Mas você realmente deveria fazer diferente? Nossos erros nos ensinam muito mais do que pensamos. Nossas feridas saram e, por mais que elas latejem ao longo da vida, elas são um marco para jamais esquecermos de que um dia a vida nos ensinou uma lição preciosa. Homens sábios da antiguidade muitas vezes tinham seus corpos calejados, principalmente depois do início da era cristã, quando o saber e o conhecimento eram tolhidos e muitas lições foram aprendidas a duras penas. Você pode não ser um grande filósofo que influenciará gerações após sua partida, mas com certeza você poderá ser grande para você mesmo! Certa pessoa que recentemente se tornou muito especial em minha vida disse-me que enquanto estamos vivos podemos fazer qualquer coisa! Estarmos vivos é uma segunda chance suficiente, e enquanto houver páginas em branco e tinta para abastecer sua pena, você poderá escrever sua história! Viva, está e a única chance que você terá!

Eis aqui o vídeo da música Love Psalm, interpretada pela Mary Elizabeth McGlynn.

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