Step by step, Heart to heart, Left righ left, We all fall down, Like toy soldiers… –Martika, ‘Like Toy Soldiers’

Como já falei em outro post sou um admirador das histórias da Segunda Guerra Mundial, pois em meio a tanta loucura vemos não apenas o que há de pior na Child-soldiers-in-World-War-II-03humanidade, mas também o que há de melhor. Depois de horas vendo filmes e lendo livros sobre o assunto descobri que podemos ser nobres em face ao terror e ao desespero. Também descobri que não importa o quão forte nós somos, todos nós, sem excessão, podemos sucumbir. A segunda guerra mundial foi uma ferida desnecessária na história da humanidade; eu poderia discorrer sobre vários assuntos que envolveram tamanha insanidade, mas levaria tempo e analisar seus meandros não a tonaria algo de fácil compreensão. Eu sempre exemplifico este assunto com a Segunda Guerra Mundial porque é o fato de grande porte mais recente que temos. A verdade, no meu entendimento, é que o mundo inteiro continua em uma grande guerra, todos os dias, a todo instante, há pessoas tombando sob o peso da angústia, do desespero, pessoas que são traumatizadas e não conseguem recuperar-se. Pais que perdem o emprego, mães que perdem seus filhos, crianças que perdem a inocência… Não são fatos recentes, muito pelo contrário, o mundo nunca foi um lugar de justiças. Como nos proteger? Como proteger nossos filhos? Como carregar a vida quando, muitas vezes, dormimos com o inimigo? Como?

Às vezes quando acordo esqueço de agradecer a Deus pelo que tenho, reclamo por estar sob o mesmo teto todo dia, com a mesma rotina, sem nada novo para Single-cosmos-flower-amon-009preencher o vazio que me acomete. Mas sempre que estou “pra baixo” vejo algo que me desperta. Algumas semanas atrás uma senhora bateu em minha porta e pediu um prato de comida, sentou na calçada da minha casa e começou a chorar. Francamente ela não dizia coisa com coisa, mas ela disse algo que me chamou a atenção: “agradece a Deus você não passar por isso, e ninguém garante que um dia você vai estar aqui!” Fato. Pura e simplesmente. Como me senti mesquinho, como me senti frustrado em não poder fazer mais por ela… Como eu perco tempo me lamentando, como eu perco tempo odiando meus semelhantes por divergências tão insignificantes, como eu sou vil em não ser capaz de estender mais a mão. Talvez eu tenha plantado alguma semente de esperança em algum momento da minha guerra. Quem sabe eu consiga daqui pra frente ser capaz de baixar a guarda, ser mais humilde e fazer algo que realmente importe nesta vida. Eu preciso aprender a lutar por uma causa que valha a pena, senão sucumbirei, e o que é pior, em vão. Guerras são imprevisíveis. Guerras não matam só vidas, matam sonhos, matam esperanças, matam alegrias. Mas sempre que algo morre, outra coisa renasce. A vida é cinética. A vida se alimenta da vida. A morte complementa a vida, mas a vida continua gerando vida! Espero que mesmo em meio a guerra eu encontre forças e um motivo para seguir. Sejamos corajosos e valorosos. Vamos à guerra!

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