Dark-Road-dark-road-1366x768Enquanto escrevo este esboço minha mente divaga longe em tantas coisas. Muito do que desejei, de repente, aconteceu quando eu já havia desistido de esperar. Apareceu alguém em minha vida, arranjei um emprego, ganhei um livro em um sorteio… Nossa, como é bom quando tudo parece estar dando certo! Rascunhei este post na última página do meu caderno durante a aula de arqueologia. Deveria prestar atenção na aula, porém, estou mesmo pensando nas vicissitudes da vida. A vida dá voltas, tive provas deste fato nestes últimos dias e mudanças assustam, e se não estivermos preparados, sucumbiremos ao temor que nos deixa inaptos a mover-nos.

pain_and_loneliness__by_sowerdeath-d4k95yqHá uma frase de autor desconhecido que diz: Quando Deus criou a luz nasceu a primeira sombra. Entendo que a via necessita de um contrapeso; não podemos viver apenas de bons momentos. Confesso que, apesar de coisas boas terem acontecido nos últimos dias, temo, pois a vida sempre cobra um preço para tudo. Gosto da música ‘Cassino Boulevard’ do Rosa de Saron; há uma boa lição na letra da música, pois é fato: se ganhou suspire, se perdeu aprenda. Lamento que a sabedoria (a melhor parte dela), venha pelo sofrimento. Estou feliz pelos fatos recentes, mas triste pela condição em que eles acontecem. Apesar de tudo, ainda combato a minha condição de homossexual. A experiência recente tem me ajudado a tirar conclusões importantíssimas para esta guerra pessoal. É excelente você ter alguém que demonstre lhe amar, que seja carinhoso. Mas até quando?

Ampulheta-1-320x250Viver no medo é viver nas sombras, e nas sombras nada se vê, apenas se sente. Sentimentos no escuro são paralisantes. Parece uma sina sem fim sentir medo. Surpreendi-me muito com todos os acontecimentos; almejei-os, desejei tudo isso, mas não imaginei que meus sentimentos de temor seriam reforçados e não dirimidos. Depois disso tudo fiz uma reflexão sobre minha caminhada até aqui, e a questão continua a mesma: até quando? Definitivamente viver não é fácil, amadurecer dói; estou conhecendo o amor pela primeira vez na vida, mas o medo continua. E a velha pergunta volta: até quando?

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