amor-gay1Não sou um especialista em sentimentos, longe disso. Sou uma pessoa que tem descoberto o amor muito recentemente, depois dos 30, e não tem sido fácil. Por esses dias estava lembrando da música Por Enquanto, do Legião Urbana que diz: Se lembra quando a gente Chegou um dia a acreditar Que tudo era pra sempre Sem saber Que o pra sempre sempre acaba. Fico imaginando se serei capaz de suportar um rompimento de relacionamento. Talvez alguém pense que eu ajo feio um adolescente, mas quem, de fato, é maduro quando se trata do coração? Todos sofremos de igual modo, quer adulto, quer adolescente. Ainda mais eu que não vivi isto antes. Pior no relacionamento em que me encontro, as escondidas. Estou apaixonado. Nunca pensei que estas palavras sairiam da minha boca (ou dos meus dedos, no caso), mas sim, estou. E isso me deixa deveras assustado. Sei que nada dura para sempre. Sei que tudo é um marco, uma história, uma página em branco que está sendo preenchida. Tenho vontade de assumir minha homossexualidade (ou, no meu caso, homossexualismo, pois sim, me sinto patologicamente gay). Mas como será a consequência?

coração_em_pedaçosQueria ser capaz de entender a mim mesmo. O ser humano não é compreensível, tentar entendê-lo é tarefa para poucos. Mas se começarmos por nós já é um passo. Sou emocionalmente instável, choro feito criança e não me envergonho disto. Uma das poucas coisas que admiro em mim e minha sinceridade em relação aos meus sentimentos. Não que saia chorando feito um maníaco depressivo na frente das pessoas, mas eu não nego o que sinto, seja o que for. Mas eu não consigo entender muitas atitudes que tomo. Descendo de europeus, que são conhecidos pela sua frieza. Por Deus, eu queria ter herdado esta frieza. Mas sou passional demais. Tenho aprendido a ser fleumático, de certa forma a vida ensina. Espero que ela me ensine, mesmo que a duras penas, a não temer o futuro. Amar é muito bom, mas nada é pra sempre nessa vida. Se houver uma próxima vida, que eu aprenda a vivê-la de forma mais sábia, grata e generosa. amor parece algo mecânico nestes dias; é fácil demais dizer “eu te amo”, mas é difícil demais demonstrar na prática. E quando o amor falha, o que sobra depois? Talvez apenas cacos de um coração partido…

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