Um trauma nos marca definitivamente. Lidar com traumas e medos sozinho não é tarefa fácil. Nossa! Apesar de ser gay, eu odeio esse rótulo. Parece que ele traz um peso consigo que poucos, de fato, conseguem lidar com ele. A vida tem se tornado difícil ultimamente. Já não tenho ânimo nem mesmo para escrever aqui no Blog. Vou iniciar tratamento com antidepressivo, estou a procura de um emprego, de estabilidade mental e física, quero um canto só meu… Ah! A vida poderia ser mais simples. Hoje não faço questão de fazer sentido, vou me desconectar inclusive do bom senso, só quero falar. Tem uma música cuja letra diz: esse meu ódio é o veneno que eu tomo querendo que o o outro morra”, e é assim que me sinto. Como já falei algumas vezes aqui no Blog, tive uma relação difícil com meu pai. Esta madrugada tive mais um pesadelo com ele (como sempre costumo ter). Sei que os sonhos são a forma de nosso subconsciente descarregar seus fardos (e escolhe o pior horário, ou melhor, o único horário que damos a ele, que por sinal é péssimo), e sei que meu subconsciente está carregado de ódio. Mas a pessoa de quem mais sinto ódio é de mim mesmo. Por que não tive forças pra lutar? Por que me deixei dominar? Por quê? Não sei, e do que sei não gosto de saber. Já fui tachado de bicha, bebê chorão, frouxo, idiota, ridículo, sem noção, coisas que prefiro esquecer, mas o pior adjetivo é o que vejo estampado na minha testa: covarde! Eu queria uma vida mais simples. Queria não ter medo de errar, não ter receio de perder, ter coragem de assumir que eu sou, mas dia após dia levanto, coloco minha máscara de um cara normal que é feliz por ter um carro e uma casa (já que é o motivo que todos dizem que eu tenho) e sigo empurrando a vida com a barriga. Sei que preciso tomar uma atitude, mas que atitude posso tomar? Nem chorar consigo mais, as lágrimas secaram. A esperança se esvaiu de minhas mãos… Se você, que lê esta postagem, acredita em Deus, peça a Ele por mim. Quem sabe Ele vai ter misericórdia desse pobre ser que vos escreve… Enquanto isso sigo imaginando: e se tudo fosse diferente? E se…

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