nakedKissingBoysSexo basicamente tem resumido a nossa existência. A cultura ocidental é totalmente erotizada, campanhas publicitárias abusam de corpos sarados, filmes têm cenas que atiçam o imaginário de seus telespectadores. Sexo é muito bom. Faz bem a saúde física e mental, alivia o estresse, alivia tensões, aumenta dopamina, e é uma fonte de prazer. Existem estudos abundantes sobre sexo, quem sabe mais do que deveria. Não sou especialista no assunto, meu conhecimento fica no popular, no pouco que aprendi nas aulas de biologia. Mas e quando o gosto pelo sexo ultrapassa o aceitável? Será que é normal pensar nisso o tempo todo, a ponto de perder concentração nos seus afazeres diários? A ponto de você não mais conseguir separar um tempo para coisas mais racionais, como ler um livro inteiro sem distrações? E no meu caso, como lidar com o sexo homossexual? Você não imagina o que ter uma ereção só de entrar num banheiro publico e ver o pênis de alguém que está apenas fazendo suas necessidades. Eu não uso mictórios, uso apenas os cubículos para evitar transtornos, já tive vários. Sinto que minha vida não está mas indo no rumo normal. Alguém pode argumentar que isso já faz parte da cultura homossexual masculina, afinal a imagem que a mídia passa da comunidade LGBT são de pessoas com a sexualidade exacerbada. Mas nem todos são/aceitam ser assim. Eu não aceito. Não é saudável. Não é produtivo. Por duas vezes fui ao bosque da minha cidade com meu (ex)namorado. Em uma eu entrei no banheiro, precisava me aliviar, estávamos sós, ele abriu a bermuda e eu fiz sexo oral nele. Em outra oportunidade nos escodemos dentro do mato e praticamos sexo oral um no outro. Em um determinado ponto turístico de nossa cidade nos escondemos em uma rua escura, mas por onde passavam pessoas (prostitutas e vendedores ambulantes) e ficamos sem camisa nos beijando, mas com nossos pênis duros e nos masturbando um ao outro. Já fizemos sexo oral em estacionamento de shopping, a última vez que fomos ao cinema coloquei a mão dentro da cueca dele e fiquei acariciando os testículos dele. Já fizemos sexo dentro do carro em uma rua escura, certa vez fomos a uma praia e enquanto eu dirigia ele me masturbava…

masturbacaoSão muitas e muitas histórias nesse sentido e fazíamos isso simplesmente por não termos um lugar onde namorar. Fomos várias vezes a motéis e drive-in, mas nem sempre tínhamos dinheiro para isso. Alguém pode pensar que isso é aventura de amantes, mas eu confesso que sempre me senti em risco e me senti sujo por fazer essas coisas. É como se vivêssemos para o sexo. Temos conflitos, brigas e tudo o mais, mas das várias vezes que terminamos confesso que voltei pensando na falta que o sexo faria e no tempo que levaria para ter outro parceiro. Há pouco tempo tivemos uma briga, mais uma, e decidi terminar mais uma vez o namoro. Tínhamos marcado de fazer sexo esse fim de semana. Que ninguém pense que não amo ele, amo e muito, penso na amizade, na cumplicidade, mas é como se o sexo fosse o pilar. Quantas cobranças e brigas foram feitas por causa do sexo. Quantos desgastes… Ainda tenho um problema sério em relação a minha sexualidade que eu descrevi no post Visão do Paraíso, bem no início deste blog. São muitas dificuldades que enfrento nessa lida com minha sexualidade. Descobri tarde demais. Às vezes parece que num relacionamento o amor não consegue se dissociar do sexo. Fora que nem sempre é fácil não trair, mesmo que seja apenas olhando. Adoro filmes pornôs, adoro ver dois homens fazendo sexo (e confesso que até relações heterossexuais me atraem). Mas isso não é saudável, não mesmo. Quisera ter um relacionamento mais baseado na amizade que no sexo. Reafirmo, tinha muita amizade no meu namoro, mas sexo ocupou uma parte maior que eu desejaria. Conheci meu (ex)namorado numa segunda, numa terça ele já estava nu em minha cama. Minha cabeça é suja, odeio, odeio profundamente isso em mim. Odeio ver rapazes sem camisa, imagino coisas que nenhum ser humano deveria imaginar a respeito de um estranho. Ir à praia é uma coisa que odeio. Ver homens de sunga (que pra mim nada diferem de uma cueca) me tortura. A ultima vez que fui havia um jovem, confesso que fiquei tentado a convidá-lo me deixar fazer sexo oral nele. E uma coisa que mesmo tendo uma vida sexual ativa, eu não me livrei da masturbação. Três, quatro, até cinco vezes ao dia. Já me masturbei antes de ir ter um encontro com meu (ex)namorado, fizemos sexo, me masturbei depois do sexo, e me masturbei quando cheguei em casa. Não pense que isso é bom, do meu ponto de vista não é. Preciso de um freio nesse desejo, antes que acabe mal.

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